Doyle Brunson: As Minhas 50 Mais Memoráveis Mãos

Geralmente há dois tipos de livros de Poker. Há os livros que ensinam como melhorar o seu jogo e há os livros que, apesar de terem algum Poker, apenas são entretenimento para um fã de Poker.

Doyle Brunson: As Minhas 50 Mais Memoráveis Mãos

Doyle Brunson já escreveu o primeiro tipo - Supersystem - e tem 100 livros do segundo tipo dentro dele, um contador de um milhão de histórias pois esteve em todos os grandes momentos do Poker.

As Minhas 50 Mais Memoráveis Mãos é o terceiro tipo! Enquanto que este belo livro nos oferece uma boa parte da vida de Doyle, pois permite provar e cheirar as salas de Poker, desde o “buraco de ratos” no Texas ao fabuloso estúdio de televisão em Las Vegas, também poderá ser o livro mais útil que um jogador de Poker alguma vez escreveu.

Não há respostas fáceis no Poker. Quanto aposto com esta mão? Com que freqüência dobro aquela aposta? Depende, depende sempre. A situação, a oposição, a história - recente e passada. Este livro, do modo mais simples, dá-nos tudo isso. Onde ele estava, com quem estava a jogar, o que ele fez e porquê.
 
Mostra-nos, com menos cem mil fórmulas do que no Supersystem, como Doyle Brunson sempre foi tão bom ao longo do tempo.
 
Logo na primeira mão, na número 1, descreve como ganhou um pote de $5.000 a Johnny Moss com um Jack high, na tenra idade de 24. Não com um bluff, mas fazendo call com a melhor mão. Anunciou a chegada à mesa, e por lá ficou. Ele tem uma memória de elefante. Ele não só se recorda das cartas que interessam, mas as outras também - os kickers e as irrelevantes. Não é essencial saber o que foi dito por quem, ou os nomes de todos os presentes, ou a cor do papel de parede mas tal atenção para o detalhe coloca-nos num tempo e lugar, enquanto sentimos a atmosfera.
 
Há sorte. Ele ganha a maioria das mãos, mas não todas, e não tem vergonha de algumas más leituras. Também há batota, armas de fogo, bebida, drogas, suicídio e homicídio, mas este não é um livro sensacionalista.
 
Mas Doyle aceita tudo serenamente. Simplesmente lida com as coisas. Joga as mãos uma a uma, milhões delas, e todas são diferentes.
 
Há lições para aprender, e estas parecem ser tão fáceis. Não há números, probabilidades ou pot odds para calcular. Apenas experiência. E a beleza é que podem relacionar as mãos em qualquer nível que queira. Um novato apanhará meia dúzia de truques que lhe pouparão dinheiro. Um mais avançado ficará maravilhado com a profundidade do jogo do homem e a subtileza com que o faz.
 
A editora poderia ter pensado que este livro iria apenas encher prateleiras durante o Natal mas, para mim, há mais ouro em As Minhas 50 Mais Memoráveis Mãos do que em 100 livros de Poker. Possivelmente indispensável.


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